quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MOSQUITO

Esmaga o mosquito a mão enfadada do seu grito, zumbido inconstante que rasgando o ar aflige a quem tem quente o sangue. Nódoa na parede, nódoa no lençol. Para que um sacie a sede, cede outro do seu sangue, vermelho na parede, vermelho no lençol, já que o saciar da sede não trouxe o que se lhe sucede, mas abrupto final. Pequeno tormento, incómodo apoquento que alivia com a morte, o mosquito na sua sorte, ditada, não escolhida, pela direcção da vida limitada.

3 comentários:

  1. no caso da morte desses seres podem mesmo dizer que a culpa é minha! :)
    Erica

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  2. Maldito... O que me deixou os braços num oito...
    Neste meu caso, ficou marcado na parede :P

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  3. Quando voltar a matar um mosquito lembrar-me-ei deste poema! Parabens! Escreves muito bem!
    Continua...
    Abraco Filipe

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