sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PUZZLE

Há peças de sobra
No puzzle que monto.
À peça se cobra
E mais de mil conto.

Por entre mil peças
É fácil esconder
Mil peças, e essas
É fácil perder.

Na caixa as encaixo,
Mas só por fachada,
Pois sempre que a acho
Está desarrumada.

Portanto esqueço,
Deixando incompleto,
Virando do avesso,
Concreto e inconcreto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ESPELHO

O espelho em que me olho está estragado.
Do outro lado vejo um pobre coitado,
Torto, torcido e surpreendido
Com a perfeição do meu indivíduo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

GENTE FEIA

Gente feia que por aí se passeia,
A quem queres roubar o olhar?
A gente somente meio feia?
Colocá-la a ponderar
Se o que lhe diz o espelho,
Em seu subjectivo conselho,
Corrubora alheio olhar?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MOSQUITO

Esmaga o mosquito a mão enfadada do seu grito, zumbido inconstante que rasgando o ar aflige a quem tem quente o sangue. Nódoa na parede, nódoa no lençol. Para que um sacie a sede, cede outro do seu sangue, vermelho na parede, vermelho no lençol, já que o saciar da sede não trouxe o que se lhe sucede, mas abrupto final. Pequeno tormento, incómodo apoquento que alivia com a morte, o mosquito na sua sorte, ditada, não escolhida, pela direcção da vida limitada.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A ARTE

A arte é-o para nós, de ninguém.
É não do que a reclama, sim do que a aprecia.

A arte que vive na ideia, não no material,
A arte que nasce e morre agora, aqui,
É-o de mim para ninguém.
Que a reclame aquele que a tem.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

LIXO

Lixo, o mundo está dele cheio. Das coisas e das ideias, lixo de sobra. Lixo, matéria ou imatéria inaproveitável, por ineficiência ou sobrecarga, tresanda e enoja. Contudo, por força de circunstância, lixo de uns é tesouro de outros. Portanto, ao lixo de sobra, empilhado, acumulado, lembrado quando inconveniente cansaço causa em espera por circunstância que o sirva, a lixeira, local do lixo comum.

Livremo-nos do lixo, poderá ser de utilidade a outro.

domingo, 23 de agosto de 2009

MARAVILHOSO MUNDO NOVO

Heis a nova morada. Minhas palavras, de entre elas aquelas que se mostrarem aptas e com vontade, chamar-lhe-ão casa, por tempo indefinido.
Seja bem vindo e esteja à vontade para ler o que por cá faço público, apelar à atenção pela coerência, ou incoerência logística da minha mensagem e deixar como souvenir comentários desagradáveis, de propósito indevido, os quais terei todo o prazer em recusar.

Uma saudação a uma relação escritor-leitor próspera e duradoura.